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Materiais para Debates de Sociologia

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  • Autor: Jacob (J.) Lumier
  • Estado: Público
  • N° de páginas: 39
  • Tamaño: 150x210
  • Interior: Blanco y negro
  • Maquetación: Grapado
  • Acabado portada: Brillo
  • Descargas: 1
  • Ebooks vendidos: 1
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Documento com orientações e linhas básicas para organizar oficinas (talleres); linhas básicas para elaborar os temas; sugestão de texto subsíduio ao tema e texto base completo para o debates.
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1 de Agosto de 2012 por carlusmagn
Texto completo em subsídio ao Tema 01
Título
O problema das desigualdades propriamente sociais e a crítica do critério de distribuição e procura de "vantagem diferencial".
Epígrafe
As classes subalternas estão mais expostas ao processo geral de subordinação em razão dos mecanismos de reprodução das desigualdades sociais, notadamente os mecanismos de busca e distribuição da vantagem diferencial, bem como o receio do desemprego, que
impulsiona para a subordinação, notando que é através desses mecanismos de psicologia coletiva que o controle pelo capitalismo tem eficácia.
Ementa:
A aplicação da vantagem diferencial nos estudos sobre desigualdades reforça o estatus quo e deve ser questionada como mecanismo de controle capitalista e estandardização cultural.
Justificativa do texto subsídio ao tema 01
1. O estudo sociológico das desigualdades deve situar-se para além da simples descrição dos mecanismos da vantagem diferencial. Para obrar com alcance crítico, deve ser empreendido com atenção a certos efeitos recorrentes da civilização técnica no plano da psicologia coletiva, notadamente, a dessubjetivação.
2. Quando centrado nos mecanismos da vantagem diferencial, o estudo sociológico corre o risco de limitar-se à reificação dos papéis e posições sociais, com o que acrescenta um aval teorético ao controle capitalista das aspirações humanas ao bem-estar (mercadorização).
3. Embora a especificidade das desigualdades seja de ordem econômica, onde são recorrentes e, em sua dinâmica, concorrem como fatores do desenvolvimento, trata-se de um fenômeno propriamente social e traço característico da estrutura de classes e que, como todo o fenômeno social, está em marcha para o fim, sofre alterações nos seus próprios quadros e traz em si a mudança em perspectiva.
4. A inclusão do efeito de dessubjetivação, oriundo da civilização técnica, como fator de explicação da recorrência do controle capitalista permite enfocar as desigualdades em escala global e, notadamente, ao pôr em relevo o amplo alcance da psicologia coletiva, coloca em perspectiva o fim dos contrastes entre opulência e pobreza, ampliando a compreensão dialética das desigualdades.

***
Resumo:
1. A vantagem diferencial não passa de uma conversão da categoria "preço" e não tem alcance determinista sociológico. Ao esgotar-se na percepção de eficácia da imposição das desigualdades como um controle racional (domínio que se constitui por si e se desenvolve voltado para seu próprio equilíbrio lógico, tornando-se um controle cada vez mais denso), a vantagem diferencial não serve como critério de estratificação propriamente social por deixar de lado o impulso para a alteração e mudança em profundidade de seus próprios quadros, que caracteriza todo o fato social.
2. Do ponto de vista da inserção de indivíduos e grupos, a vantagem diferencial se aplica a todas as coisas que contam pontos em um curriculum vitae ou em portfólios. Essa aplicação de caráter econômico se traduz nos conceitos de "capital social", "capital humano" (inclui o "capital intelectual") e "capital cultural", utilizados como critérios para medir as desigualdades com alcance na economia (desigualdades de oportunidades, de níveis de vida, de acesso aos conhecimentos, bens e valores desejados, de realizações pelo trabalho, no exercício dos direitos sociais e das liberdades, etc.) e relacioná-las em hierarquias variadas, a fim de descrever um sistema estratificado característico de um dado regime capitalista (estratos econômicos e sociais).
3. A aplicação preferencial da vantagem diferencial como categoria de análise do funcionamento capitalista refere-se à realização do valor econômico na comercialização dos produtos, implicando "otimização" do preço com a qualidade, em uma suposta e desejada relação de concorrência, e foi proposta pelo economista americano Michel E. Porter em seu influente livro Competitive Advantage.
4. Em face da eficiência na aplicação da vantagem diferencial para descrever o funcionamento de um sistema de estratos econômicos e sociais no âmbito de um regime capitalista, e a aparência de sociologia positiva que daí decorre, o presente texto subsídio lança algumas linhas para resgatar a aí esquecida vocação solidária da atividade do sociólogo e, por esta via, visa destacar que o enquadramento capitalista das desigualdades em um sistema que as reproduz indefinidamente, em nome do desenvolvimento, revela uma disposição negativa que deve ser criticada e denunciada como mercadorização das relações humanas.

01 de Agosto 2012