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A Moral do Artista: Leitura de Proust

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  • Autor: Jacob (J.) Lumier
  • Estado: Público
  • N° de páginas: 132
  • Tamaño: 150x210
  • Interior: Blanco y negro
  • Maquetación: Pegado
  • Acabado portada: Brillo
  • ISBN Libro en papel: 978-84-9981-603-6
  • Descargas: 21
  • Vendidos: 2
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A Moral do Artista: Leitura de Proust

ISBN: 978-84-9981-603-6

Apresentação

 Este ensaio tem orientação sociológica e visa contribuir para a revalorização da literatura e arte de avant-garde do século vinte, tomando como inspiração a abordagem estética desenvolvida por Samuel Beckett em seu opúsculo "Proust".

O sociólogo Lucien Goldmann assinala que a crise da objetividade literária verificada com o esgotamento do romance realista do século XIX se reflete nos escritores de avant-garde, que exprimiriam não os valores realizados ou realizáveis, mas a impossibilidade em formular ou perceber valores aceitáveis em nome dos quais pudessem dar figura poética a uma crítica da sociedade.

O tema da ausência estaria na base do romance da angústia diante de um mundo absurdo e incompreensível (Kafka, Sartre, Camus, incluindo os autores de avant-garde dos anos 60: Ionesco, Beckett, Nathalie Sarraute, Marguerite Duras, Alain Robbe-Grillet ...).

Deixando de lado em suas obras[1] a comparação com os romances de Balzac, como marco de referência preferido pelos historiadores acadêmicos da literatura, Goldmann constatou que o tema da ausência tem origem em Marcel Proust, cuja obra romanesca era considerada não- crítica nem de avant-garde, e, desta forma, o sociólogo lançou as bases para a revalorização das leituras propostas no horizonte da avant-garde, como a abordagem desenvolvida por Samuel Beckett, que ora ensaiamos de expor aqui.

O caráter de voyeur (espectador anônimo) assumido progressivamente pelos indivíduos na sociedade industrial moderna, levando ao mundo administrado da comunicação social – o "Sempre Igual", como dirá T.W. Adorno – constitui a grande transformação social e humana surgida com as auto-regulações do capitalismo organizado, incluindo a passividade crescente, fenômenos esses que o sociólogo do século vinte chama reificação e examina como processus psicossociológico.

Aliás, lembrem que, desde os anos 40 / 50, deixou de existir definitivamente o mercado da economia  liberal, que cedeu lugar ao papel regulador do Estado através de políticas econômicas, inclusive com políticas de incentivo ao investimento  ("Livre Mercado"), associadas ao fortalecimento de organismos multilaterais de cooperação comercial, a exemplo da OCDE.

Quando se fala de regulação do capitalismo em sentido geral tem-se em vista os esforços para evitar o agravamento das crises: política fiscal (keynesianismo), política cambiária, sistema e regulação financeira, sistema de bancos centrais (política monetária), basicamente.

O Federal Reserve Bank dos EUA, primeiro Banco Central, foi criado em 1913 (na sequência da crise de 1907, semelhante à grande depressão

dos anos de 1930), dando início ao Federal Reserve System, foco da política monetária das nações, que possibilitou a reconstrução mundial após

 1945.

  Jacob (J.) Lumier-2010


[1] Cf. Goldmann,Lucien: "Pour une Sociologie du Roman", Paris, Gallimard, 1964, 238 págs. / "Structures mentales et création culturelle", Paris, Éditions Anthropos ,1970

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